O quanto podemos confiar na nossa intuição?

A nossa “intuição” pode ser bastante útil no nosso dia-a-dia. Tomamos decisões o tempo todo, da mais simples a mais complexa, mas a verdade é que tampouco tomamos consciência disso. Mas vamos testar o quanto podemos confiar na intuição para tomar decisões. Imagine a seguinte situação hipotética: Steve (um indivíduo) foi escolhido aleatoriamente em uma amostra de profissionais americanos. O Steve é tímido e retraído, bastante prestativo, mas pouco interessado em convívio social e no mundo real. Sua índole é dócil e organizada, tem necessidade de ordem e estrutura, super detalhista.

Tendo em vista as características psicográficas e comportamentais do Steve, há maior probabilidade dele ser um bibliotecário ou um fazendeiro?

Se você escolheu bibliotecário, saiba que você não está sozinho. A descrição de Steve traz o estereótipo de um bibliotecário: retraído, organizado, detalhista. Mas, e as considerações estatísticas? Quantos bibliotecários há nos Estados Unidos? E quantos fazendeiros há? (quando esse teste foi feito haviam 20 fazendeiros para cada 1 bibliotecário). Os participantes reais desse experimento (em sua maioria), ignoraram a estatística e sua escolha foi basicamente dominante pela semelhança, ou seja, estereótipo que estava armazenado em algum lugar acessado no seu cérebro.

Essa é uma passagem do livro do Daniel Kahneman, um livro que versa sobre o funcionamento do cérebro humano e tomadas de decisão. O que importa isso para a pesquisa de mercado? Tudo. Nessa caminhada profissional trabalhando com pesquisa ficou claro que gestores, empresários e empreendedores precisam fortalecer a tomada de decisão baseada em dados, e não baseada na sua intuição ou em alguma cresça que ele adquiriu nem sabe onde. Existe uma cegueira seletiva inconsciente nas tomadas de decisão empresariais que são preocupantes. Não é raro o gestor ter conhecimento de algum problema, tomar esse problema como prioridade, sem ter enxergado o fogo que está começando na outra ponta. Sem buscar a estatística, sem estudar o consumidor, clientes e concorrentes, se corre um risco imenso de priorizar o que não é prioridade. Esse é apenas um exemplo, são diversas as situações onde o gestor de dentro da sua bolha pode errar na melhor das intenções. O problema é que certas escolhas custam tempo, clientes e dinheiro.

A Touro Pesquisas nasceu dessa percepção que precisamos difundir mais a pesquisa como ferramenta fundamental de gestão, espalhar conhecimento e boas práticas gerenciais. O Touro aspado veio para furar a bolha.

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